As testemunhas – Dicas Anti Bullying 5

Este é um tema muito importante, existem as vítimas, os agressores e …as testemunhas, os alunos que convivem com esta realidade. A maior parte das vezes não denunciam por medo, por receio que lhes façam o mesmo a eles.

Em nossa casa, devemos sensibilizar os nossos filhos para denunciar sempre uma situação destas, se têm medo denunciem a um professor, a um funcionário, à família…

É preciso que se assegure que em caso de denúncia a identidade de quem denuncia não será revelada.

O medo não pode, de forma alguma, impedir que se faça justiça. É muito importante perceberem que quem se cala é cúmplice…

Motivemos os nossos filhos a tomar sempre a atitude mais certa….

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A importância da Prevenção – Dicas Anti Bullying 4

A aposta que as escolas, em parceria com as famílias deveriam fazer em relação ao Bullying era ao nível da Prevenção!

É na prevenção que reside a chave do sucesso. As escolas devem ser lugares em que para além do foco estar em criar bons alunos, tem que estar em criar boas pessoas, bons cidadãos!

O que podem e devem as escolas fazer?

– Educar para a paz e para o respeito pelo próximo;

– Ensinar o que é empatia e praticar muito;

– Trabalhar o auto conceito e a auto- estima;

– Ensinar competências de amizade;

– Ajudar a criança/ jovem a compreender e lidar com as suas próprias emoções;

Todos podemos contribuir para fazer do mundo um lugar melhor!

Se magoar os outros te faz sentir bem…Precisas de ajuda! – Dicas Anti Bullying 3

Hoje falamos sobre o outro lado do Bullying, o lado do agressor, o chamado Bullie.

Bem sei que se temos um filho que está a ser vítima de bullying, a última coisa que nos preocupa é o bem estar do agressor. No entanto, o agressor é uma criança/jovem que não está bem consigo. Muitas vezes tem tantas dificuldades de auto estima e autoconfiança como a vítima, a diferença é que para se sentir melhor, mais forte, magoa os outros, física ou psicologicamente.

É importantíssimo que a escola, ao invés de apenas punir, mudar de turma, afastar o agressor da vítima, proporcione apoio ao agressor. Coloque alguém a falar com ele que o acolha, que o ouça, que perceba as motivações que estão por trás das suas atitudes. No fundo, o grande objetivo é validar as suas emoções, não validando, de forma alguma o seu comportamento.

A ideia é que o bullying deixe de existir, se punirmos o agressor mas não o ajudarmos a mudar, não lhe mostramos a forma certa de agir e viver em sociedade.

Trabalhar a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é fundamental para que exista uma mudança. A escola e a família são a base para que possa existir mudança.

O/A Agressor/a não é mais forte que tu! – Dicas Anti Bullying 2

A palavra de ordem para a dica de hoje é – Autoconfiança!

Para que a vítima possa sentir que o/a agressor/a não é mais forte do que ela, é preciso ter a confiança suficiente para acreditar que é capaz de parar com a violência.

Isto não é fácil, é preciso a nível escolar investir em bons programas que ajudem a desenvolver a auto-confiança e a auto-estima e que no fundo forneçam ás nossas crianças e jovens ferramentas suficientes para não permitirem que ninguém as faça sentir inferiores em nenhum tipo de relação.

A nível mais familiar, como podemos educar filhos mais confiantes?

– Dar-lhes responsabilidade em questões práticas do seu dia a dia;

– Mostrarmos que acreditamos neles;

– Ouvir sempre o que o seu filho tem para dizer, incentive-o a falar sobre os amigos e as rotinas da escola;

– Ensinar a resolver problemas. Desde muito pequenas as crianças devem ser implicadas diretamente na resolução de pequenos problemas , que fazer se o amigo não quer brincar com ele? Como resolver uma partilha de brinquedos? Etc…( essa será a base para a futura resolução de problemas maiores) ;

– Fazer pequenos jogos/ brincadeiras com eles criando dilemas e situações imaginárias de bullying ou de outro tipo de riscos, simulando as melhores formas de reacção, para que em situação real ele possa lembrar-se de como deve agir;

– Criar uma rede de apoio/ suporte. É importante que a criança/ jovem saiba como e a quem se dirigir em situação de perigo;

– Recorrer a livros que possam mostrar a importância de acreditarmos nas nossas potencialidades, acreditarmos que somos capazes de tudo se confiarmos em nós e que podemos ter a coragem de ser diferente que ninguém tem o direito de nos maltratar por isso;

– “O crocodilo que não gostava de água” – Livros Horizonte;

– “As girafas não dançam” – Editora Jacarandá;

– “Orelhas de Borboleta” – Editora Kakandraka;

– ” O leão que temos cá dentro” – Editorial Presença

Não tenhas Medo! – Dicas Anti Bullying 1

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Esta é a primeira Dica anti bullying, não ter medo de denunciar. É mais fácil dizer do que fazer…

É normal que a vítima tenha medo de contar que está a passar por uma situação destas, devemos estar atentos aos sinais .

Como adultos, pais, professores, técnicos, pessoas significativas na vida de crianças e jovens, temos o dever e a obrigação de :

– Não desvalorizar pedidos de ajuda;

– Encorajar a criança/ jovem a ser mais forte que os seus medos;

– Ajudar a criança/jovem mostrando como agir;

– Abordar o assunto respeitando o espaço da criança/jovem.

Acima de tudo ter sempre presente que é preciso denunciar!

Afinal o que é o Bullying?

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Com o regresso às aulas surgem algumas questões já antigas, surgem temas que não devem nunca ser tabu!

O Bullying é um dos temas que mais deve ser falado em casa e na escola!

Por se tratar de um tema tão importante, as nossas dicas desta semana são todas dedicadas a ele.

Mas afinal o que é o Bullying?

Dan Olweus, foi um dos psicólogos pioneiros a falar sobre este fenómeno, ele definiu o Bullying como o facto de ” um aluno estar a ser provocado/vitimizado estando exposto, repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de um ou mais colegas”.

Temos alguns factos importantes a reter:

– Envolve um desequilibro de poder físico ou psicológico, sendo o bullies mais forte ( ou percepcionado como mais forte) do que a vítima;

– Existe um padrão repetido de intimidação física ou psicológica ao longo do tempo;

– Há uma intencionalidade de comportamento ( Provocar mal-estar e ganhar controlo sobre a outra pessoa);

– Os bullies são crianças/jovens que precisam de sentir que têm poder e que aprendem que o bullying lhes satisfaz essa necessidade.

Existem diferentes formas de bullying:

Físico – Bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar…

Psicológico – Intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, excluir, humilhar…

Verbal – Gozar, insultar, apelidar…

Material – Roubar, destruir pertences materiais e pessoais…

Moral – Difamar, caluniar, discriminar, tiranizar…

Virtual – Insultar, discriminar, difamar, ofender por meio de internet usando as redes sociais e/ou o email…

Sexual – Assediar, insinuar…

Ao longo da semana vou tentar ir dando algumas dicas para prevenir ou ajudar a lidar com situações de Bullying, uma coisa é certa…Nunca devemos ficar em silêncio!

 

#Dica 5 – Organizar um horário semanal

A última dica da semana leva-nos a definir/ organizar um horário semanal com base no horário escolar.

É muito importante que as crianças/adolescentes consigam organizar um horário que lhes permita estabelecer rotinas. Um horário onde constem as aulas, as atividades extracurriculares e os tempos que devem dedicar ao estudo e/ou trabalho autónomo.

Estando estes tempos definidos no horário, é mais fácil que sejam cumpridos. Estudar, ler, pesquisar, tudo isso deve estar pensado em termos de organização. Podem e devem ser flexíveis a possíveis alterações, no entanto, o esquema já fica lá.

Mais uma vez fica a dica, a organização externa ajuda/contribui para uma organização interna.

Este fim de semana partilho convosco um exemplo dos nossos horários.

#Dicasmotivaraoestudo