O que precisam as crianças para serem felizes?

Parece uma pergunta difícil…

Todos os dias, quando os meus filhos saem do carro, de manhã, digo-lhes “Faz do teu dia um dia feliz! “, não desejo um dia feliz, desejo que se impliquem no processo de tornar os seus dias felizes.

Tem que existir a responsabilidade de sermos nós a fazer/construir a nossa felicidade, não podemos viver à espera que alguém nos faça felizes…Conseguem perceber a diferença?

Todos os dias trabalho com crianças, crianças felizes, crianças tristes, crianças zangadas, crianças com medos…a maioria delas, os pais dizem “ só quero que ela seja feliz…”. Mas afinal…o que faz uma criança feliz?

Menina, 5 anos

O que faz uma criança feliz são as relações, com os outros e consigo mesma. Não são os presentes, são as pessoas e os animais, é a presença, a interação com quem ama, e com quem a ama…Não vale a pena substituir a nossa presença por “coisas”, por brinquedos, por objetos. O que a criança vai lembrar são os momentos, os jogos, os livros lidos em conjunto, até os tpc feitos ao final do dia 😜.

O segredo da felicidade está em cada um de nós. O nosso papel como pais deve ser o de ajudar os nossos filhos a perceber/desvendar este segredo.

Quero que fiquem com esta mensagem e que façam da vossa vida, uma vida feliz…

Desafios da Maternidade…

A relação de uma mãe com um filho é construída, não é automática, não é igual para todas as mães, nem para todos os filhos…depende de uma diversidade gigante de factores.

Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que vi cada um dos meus filhos….(secretamente quero manter esta memória, mesmo quando for muito velhinha e me esquecer de quase tudo…😜).

Quando nasceu o meu primeiro filho, um bebé super planeado, desejado, sonhado e esperado…olhei para ele pela primeira vez e senti uma invasão de emoções, uma confusão de pensamentos, senti que era um amor sem fim. Simultaneamente chegou um enorme medo de falhar com ele, um medo de não estar á altura da responsabilidade de criar, educar, fazer crescer um ser humano. Senti uma insegurança que me fez duvidar das minhas capacidades e competências.

Na segunda e no terceiro, os medos eram outros…seria verdade que o amor se multiplicava? Seria possível amar como amava o primeiro? Rapidamente percebi que sim, que o meu coração era um lugar com muito espaço e que eram os desafios que eles me iam colocando que me faziam crescer como mãe, fazendo crescer o amor!

Esse amor é trabalhado e construído diariamente, enfrenta batalhas, cria situações que nos deixam muitas vezes sem saber como agir…

Vou vivendo a minha maternidade numa constante ambivalência, entre a dúvida se estou a agir certo, e a certeza de que faço diariamente o melhor que sei…

Cada um deles consegue encontrar diferentes formas de mim, sou uma mãe à imagem de cada um…um dá uns abraços quentinhos, outro tem conversas maravilhosas, outra lê os mesmos livros que eu…( entre mil e uma outras coisas diferentes…).

Só há uma certeza absoluta….gosto destes três filhos que a vida me deu, com todas as minhas forças e digo-lhes isso diariamente, o amor cultiva-se e precisa ser sempre cuidado para crescer…

Final do 1.º Período

Chegamos ao final de mais um período escolar, este ano por aqui já temos um aluno de secundário. Por muito que queiramos aligeirar a pressão sabemos que cada passo conta para que consiga atingir o seu objetivo.

É triste se estes três anos tão importantes na sua vida forem vividos com esta pressão… Não tem que ser assim…

Temos tentado deixar esta mensagem de Fernando Pessoa como mote que o guie nestes anos “Põe quanto és no mínimo que fazes”, é mesmo isto que esperamos dele, que trabalhe com o coração, com garra, mas sabendo que vale muito mais do que qualquer média aritmética e que não são as notas que nos definem como pessoas.

Se em cada período tiver colocado quanto é no mínimo que faz…o objetivo será cumprido!

As testemunhas – Dicas Anti Bullying 5

Este é um tema muito importante, existem as vítimas, os agressores e …as testemunhas, os alunos que convivem com esta realidade. A maior parte das vezes não denunciam por medo, por receio que lhes façam o mesmo a eles.

Em nossa casa, devemos sensibilizar os nossos filhos para denunciar sempre uma situação destas, se têm medo denunciem a um professor, a um funcionário, à família…

É preciso que se assegure que em caso de denúncia a identidade de quem denuncia não será revelada.

O medo não pode, de forma alguma, impedir que se faça justiça. É muito importante perceberem que quem se cala é cúmplice…

Motivemos os nossos filhos a tomar sempre a atitude mais certa….

A importância da Prevenção – Dicas Anti Bullying 4

A aposta que as escolas, em parceria com as famílias deveriam fazer em relação ao Bullying era ao nível da Prevenção!

É na prevenção que reside a chave do sucesso. As escolas devem ser lugares em que para além do foco estar em criar bons alunos, tem que estar em criar boas pessoas, bons cidadãos!

O que podem e devem as escolas fazer?

– Educar para a paz e para o respeito pelo próximo;

– Ensinar o que é empatia e praticar muito;

– Trabalhar o auto conceito e a auto- estima;

– Ensinar competências de amizade;

– Ajudar a criança/ jovem a compreender e lidar com as suas próprias emoções;

Todos podemos contribuir para fazer do mundo um lugar melhor!

Se magoar os outros te faz sentir bem…Precisas de ajuda! – Dicas Anti Bullying 3

Hoje falamos sobre o outro lado do Bullying, o lado do agressor, o chamado Bullie.

Bem sei que se temos um filho que está a ser vítima de bullying, a última coisa que nos preocupa é o bem estar do agressor. No entanto, o agressor é uma criança/jovem que não está bem consigo. Muitas vezes tem tantas dificuldades de auto estima e autoconfiança como a vítima, a diferença é que para se sentir melhor, mais forte, magoa os outros, física ou psicologicamente.

É importantíssimo que a escola, ao invés de apenas punir, mudar de turma, afastar o agressor da vítima, proporcione apoio ao agressor. Coloque alguém a falar com ele que o acolha, que o ouça, que perceba as motivações que estão por trás das suas atitudes. No fundo, o grande objetivo é validar as suas emoções, não validando, de forma alguma o seu comportamento.

A ideia é que o bullying deixe de existir, se punirmos o agressor mas não o ajudarmos a mudar, não lhe mostramos a forma certa de agir e viver em sociedade.

Trabalhar a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é fundamental para que exista uma mudança. A escola e a família são a base para que possa existir mudança.

O/A Agressor/a não é mais forte que tu! – Dicas Anti Bullying 2

A palavra de ordem para a dica de hoje é – Autoconfiança!

Para que a vítima possa sentir que o/a agressor/a não é mais forte do que ela, é preciso ter a confiança suficiente para acreditar que é capaz de parar com a violência.

Isto não é fácil, é preciso a nível escolar investir em bons programas que ajudem a desenvolver a auto-confiança e a auto-estima e que no fundo forneçam ás nossas crianças e jovens ferramentas suficientes para não permitirem que ninguém as faça sentir inferiores em nenhum tipo de relação.

A nível mais familiar, como podemos educar filhos mais confiantes?

– Dar-lhes responsabilidade em questões práticas do seu dia a dia;

– Mostrarmos que acreditamos neles;

– Ouvir sempre o que o seu filho tem para dizer, incentive-o a falar sobre os amigos e as rotinas da escola;

– Ensinar a resolver problemas. Desde muito pequenas as crianças devem ser implicadas diretamente na resolução de pequenos problemas , que fazer se o amigo não quer brincar com ele? Como resolver uma partilha de brinquedos? Etc…( essa será a base para a futura resolução de problemas maiores) ;

– Fazer pequenos jogos/ brincadeiras com eles criando dilemas e situações imaginárias de bullying ou de outro tipo de riscos, simulando as melhores formas de reacção, para que em situação real ele possa lembrar-se de como deve agir;

– Criar uma rede de apoio/ suporte. É importante que a criança/ jovem saiba como e a quem se dirigir em situação de perigo;

– Recorrer a livros que possam mostrar a importância de acreditarmos nas nossas potencialidades, acreditarmos que somos capazes de tudo se confiarmos em nós e que podemos ter a coragem de ser diferente que ninguém tem o direito de nos maltratar por isso;

– “O crocodilo que não gostava de água” – Livros Horizonte;

– “As girafas não dançam” – Editora Jacarandá;

– “Orelhas de Borboleta” – Editora Kakandraka;

– ” O leão que temos cá dentro” – Editorial Presença

Não tenhas Medo! – Dicas Anti Bullying 1

1

Esta é a primeira Dica anti bullying, não ter medo de denunciar. É mais fácil dizer do que fazer…

É normal que a vítima tenha medo de contar que está a passar por uma situação destas, devemos estar atentos aos sinais .

Como adultos, pais, professores, técnicos, pessoas significativas na vida de crianças e jovens, temos o dever e a obrigação de :

– Não desvalorizar pedidos de ajuda;

– Encorajar a criança/ jovem a ser mais forte que os seus medos;

– Ajudar a criança/jovem mostrando como agir;

– Abordar o assunto respeitando o espaço da criança/jovem.

Acima de tudo ter sempre presente que é preciso denunciar!

Afinal o que é o Bullying?

AbaixoOBullying-259x300

Com o regresso às aulas surgem algumas questões já antigas, surgem temas que não devem nunca ser tabu!

O Bullying é um dos temas que mais deve ser falado em casa e na escola!

Por se tratar de um tema tão importante, as nossas dicas desta semana são todas dedicadas a ele.

Mas afinal o que é o Bullying?

Dan Olweus, foi um dos psicólogos pioneiros a falar sobre este fenómeno, ele definiu o Bullying como o facto de ” um aluno estar a ser provocado/vitimizado estando exposto, repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de um ou mais colegas”.

Temos alguns factos importantes a reter:

– Envolve um desequilibro de poder físico ou psicológico, sendo o bullies mais forte ( ou percepcionado como mais forte) do que a vítima;

– Existe um padrão repetido de intimidação física ou psicológica ao longo do tempo;

– Há uma intencionalidade de comportamento ( Provocar mal-estar e ganhar controlo sobre a outra pessoa);

– Os bullies são crianças/jovens que precisam de sentir que têm poder e que aprendem que o bullying lhes satisfaz essa necessidade.

Existem diferentes formas de bullying:

Físico – Bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar…

Psicológico – Intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, excluir, humilhar…

Verbal – Gozar, insultar, apelidar…

Material – Roubar, destruir pertences materiais e pessoais…

Moral – Difamar, caluniar, discriminar, tiranizar…

Virtual – Insultar, discriminar, difamar, ofender por meio de internet usando as redes sociais e/ou o email…

Sexual – Assediar, insinuar…

Ao longo da semana vou tentar ir dando algumas dicas para prevenir ou ajudar a lidar com situações de Bullying, uma coisa é certa…Nunca devemos ficar em silêncio!

 

#Dica 5 – Organizar um horário semanal

A última dica da semana leva-nos a definir/ organizar um horário semanal com base no horário escolar.

É muito importante que as crianças/adolescentes consigam organizar um horário que lhes permita estabelecer rotinas. Um horário onde constem as aulas, as atividades extracurriculares e os tempos que devem dedicar ao estudo e/ou trabalho autónomo.

Estando estes tempos definidos no horário, é mais fácil que sejam cumpridos. Estudar, ler, pesquisar, tudo isso deve estar pensado em termos de organização. Podem e devem ser flexíveis a possíveis alterações, no entanto, o esquema já fica lá.

Mais uma vez fica a dica, a organização externa ajuda/contribui para uma organização interna.

Este fim de semana partilho convosco um exemplo dos nossos horários.

#Dicasmotivaraoestudo